Tratamento requer perseveração e acolhida

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Mulher / Política(s) / Religião / São Paulo

foto de Luciney Martins

Marina Silva Oliveira, 30 anos, tinha 18 quando começou a usar drogas na porta da escola. “Um dia, cabulei aula e fui roubar um ônibus com os colegas, me prenderam e eu fui para a cadeia”. Marina ficou presa por cinco anos e quatro meses na Penitenciária do Estado, em Santana, zona norte.

“Conheci o crack na cadeia, aí saí treinada, com mais revolta no coração”. Dona Vera, a mãe, sempre esteve ao seu lado, mas a dependência a levou à Cracolândia.  “Fiquei quatro meses na rua. Levantava, roubava, fazia o “corre”, assim foram quatro meses longe da família, até que encontrei a Missão Belém, em 2007. “Vi o extensório, que hoje, eu sei, é Jesus”. Marina foi para Rio Grande da Serra, onde ficou um ano e seis meses, em uma das casas da Missão. Sentindo-se bem, retornou para casa e recaiu outras duas vezes.

“Para as pessoas que pensam que a gente não tem jeito, a gente tem jeito sim, o homem veio pra matar e destruir e Jesus pra dar a vida, por isso estou aqui hoje”, disse Marina que com o apoio da Missão Belém persevera pela 5ª vez. “Desta última vez, fiquei três  meses jogada na Cracolândia e agora, antes do Natal, a Missão Belém me acolheu de novo”.

The Author

jornalista, autora do livro de reportagens Mulheres Extraordinárias, Paulus Editora

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