Musical, adaptado de texto do papa João Paulo 2º, estreia em SP

Texto: Karla Maria
Fotos: Luciney Martins

O teatro no Brasil surgiu no século 16, quando os jovens padres, José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, desembarcaram na Bahia usando do teatro para se comunicar e evangelizar os índios.

Meio século depois, a arte continua a evangelizar e comunicar os valores cristãos, e desta vez com “Enlace – a Loja do Ourives”, uma obra escrita por Karol Wojtyla, o papa João Paulo 2º, que estreou dia 19, no Tuca – o teatro da PUC.

Antes os jesuítas no teatro, agora o beato João Paulo 2º na origem dos musicais genuinamente brasileiros. O Enlace, diferentemente das produções da Broadway, conta com adaptação, direção, produção, interpretação e musicalidade brasileiros, cerca de 40 atores e nove músicos se apresentam no palco, enquanto outras dezenas trabalham na produção.

Os cardeais dom Raymundo Damasceno, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, prestigiaram a estreia do musical. “Muito bonito, com uma mensagem muito positiva, muito oportuna para esse nosso tempo: é o amor que no final reconstrói a vida”, disse dom Odilo.

O arcebispo metropolitano lembrou que a mensagem do musical também é parte do Evangelho, do Anúncio, dos valores que a Igreja propõe, defende e propaga, tendo um valor evangelizador. “Recomendo a todo mundo, a católicos e não católicos que venham assistir ao musical”.

Autoridades políticas também marcaram presença, o prefeito e vice-prefeita, Gilberto Kassab e Alda Marco Antonio, bem como dois dos pré-candidatos às eleições municipais: José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB). Cláudio Pastro, artista plástico, também esteve na estreia. “Belíssimo o musical que nos enche de esperança e amor. Alguma coisa que não é atual, é eterno”. O texto “Enlace…” foi escrito em 1960, trazia três personagens e grandes monólogos sobre o amor com os seus encontros e desencontros, suas esperanças, esperas e medos.

O dramaturgo Elísio Lopes Jr foi o responsável pela adaptação, a direção geral é de Jô Santana, para quem “a peça define o amor”. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Jô destacou o empenho de padre Juarez de Castro na realização do projeto. Padre Juarez abraçou o musical há cerca de um ano e meio, se tornando o assessor eclesiástico. “Queria dizer para vocês, que o verdadeiro ourives dessa história, é o próprio Papa, esse ourives trouxe para nós esse grande espetáculo e como tenho dito, vocês se convençam e digam para as pessoas o Papa é um espetáculo”, disse o padre no palco, ao término da sessão de estreia.

A atriz Françoise Forton, interpreta Teodora, uma mulher que descobre na maturidade que é possível amar. “Me encanta nesse trabalho poder falar do amor, que o amor pode durar a vida toda, que pode começar na maturidade”.

Para Rafael Almeida, que interpreta Adok, o fato do texto original ter sido do papa João Paulo 2º, chamou sua atenção. “Quando fui convidado para fazer o musical, e me disseram ser do Papa, eu achei incrível e inclusive, foi um dos grandes atrativos para eu aceitar”.

Rogério Lage, diretor artístico e encenador do musical, acredita que o grande valor do texto de Karol Wojtyla é “que trata de valores fundamentais para o homem viver em sociedade”. Rogério afirmou que o musical fica em São Paulo, até agosto ou setembro, e depois segue por capitais do Brasil, tendo temporada marcada no Rio de Janeiro, em abril de 2013.

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