Domingo de Páscoa em Quarentena

A Páscoa de 2020 entrará para a história. Um dia que tradicionalmente seria de festa para os cristãos espalhados por todo o mundo, de celebração da Ressurreição de Cristo, foi transformado em um dia de respeito à saúde coletiva, de fé introspectiva, de esperança, isolamento e também de luto. E não podia ser diferente.

“Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incômodos que a pandemia está causando, desde os sofrimentos físicos até aos problemas econômicos”, disse o papa Francisco durante a missa que presidiu neste domingo, 12, na Basílica Vaticana.

No Brasil, o Ministério a Saúde (MS) divulgou às 18h18 deste domingo em seu site, o número de óbitos até agora pelo covid-19, 1.223. Para além dos números… 1.223 pessoas morreram vítimas de um vírus cujo remédio ou cura ainda não existe. São atualmente 22.169 casos confirmados pelo país, segundo os números consolidados pelo MS com informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até às 14h deste domingo.

A maioria dos casos se concentram no estado de São Paulo, com 8.755 casos e 588 mortes. O estado do Rio de Janeiro concentra 2.855 casos e 170 óbitos. “A taxa de incidência da doença no Brasil, que considera a quantidade de casos registrados para cada um milhão de habitantes, é de 105. Ao todo, seis unidades da federação estão acima desta média: Amazonas (287), Amapá (267), Distrito Federal (201), São Paulo (189), Ceará (182) e Rio de Janeiro (164)”, informa o Ministério.

Os números de casos e mortes estão sub-notificados já que não estão sendo realizados testes suficientemente no país, além de nem todas as secretarias estaduais de Saúde terem repassado as informações de casos e mortes ligadas ao Covid-19 na sexta-feira, feriado nacional.

E apesar dos números indicarem que a curva de infectados pela Covid-19 permanece em ascensão, o presidente Jair Bolsonaro  continua a ignorar as recomendações por distanciamento social, sempre reforçadas pela equipe técnica da Saúde e incentivar com seu exemplo, aglomerações de pessoas. Em suas aparições públicas, o presidente cumprimenta pessoas, posa para fotos, recebe e dá abraços contrariando tudo o que especialistas em todo o mundo orientam.

São muitos os que dizem, na esquerda, no centro e na direita do cenário político do país, que Bolsonaro já não governa o Brasil e segue buscando o caos para justificar o fracasso de seu governo que desde sua gênese usa métodos pouco honestos de convencimento de seus eleitores.

Resta saber, até quando seus seguidores e eleitores continuarão apoiando o ex-capitão que segue governando contra o conhecimento e a Ciência, e convivendo com questões delicadas ainda sem respostas como a manutenção do líder do laranjal do PSL em seu governo, a “rachadinha” de seu herdeiro na Assembleia Legislativa do Rio, o cheque de Queiroz na conta da primeira-dama e o próprio Queiroz, que diferentemente da Covid-19, ninguém mais ouviu falar.

Feliz Páscoa, meus leitores/as e se puderem, fiquem em casa. 

 

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jornalista | escritora | dona de mim

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